Entramos numa fria!!!

Hello Everybody!!!

Cá estamos nós, em mais uma aventura pelo mundo…desta vez: Vancouver, Canada!

Chegamos ontem do Rio de Janeiro, 40 graus, cidade maravilhosa…diretamente para uma terra gelada e distante. Agora temos mais um integrante aventureiro: nosso pequeno Nicholas! Que ele seja benvindo à esta “rotina” da nossa família…e pelo que pude observar neste primeiro dia em um novo país já posso dizer que vai tirar de letra.

Após 24 horas entre aeroportos, conexões e vôos sobrevivemos os três (Saulo já está em Vancouver desde dez’10) e chegamos bem. Isso claro, levando na esportiva e pensando que nossa viagem dava um filme de comédia daqueles bem trash de sessão da tarde na tv. Cenas tipo a aeromoça vindo checar se estávamos todos de cinto e eu tentando tirar o Nicholas que estava fazendo não-sei-o-quê debaixo da fileira das cadeiras e quase ao ponto de comer (e se engasgar) um biscoito encontrado no chão do passageiro de trás..Beatriz cantando músicas…de vez em quando voava alguma coisa na cabeça de algum passageiro atirado pelo Nicholas, Beatriz cismava de querer fazer xixi justo quando o irmão estava acordado (e íamos os 3 naquele cubículo porque ele só de olhar a aeromoça fazendo um bilú bilú para ele já ameaçava chorar, imagina se ela ia pegar no colo…acho que ele ficou com medo daquela maquiagem pesada e o cabelo duro de laquê que elas usam)…Bom também não era para menos, pois foram dois longos vôos. Fomos do Rio para Dallas e depois Dallas-Vancouver. Se fosse apenas o primeiro, que tiramos (quase) de letra (os dois dormiram embolados na nossa fileira de cadeiras, Beatriz apagou e Nicholas, entre um choramingo e outro, eu dava uma mamadeira de leite…ao todo 3 mamás para segurar nosso rebento e voltar a dormir) eu poderia arriscar que não era preciso tanta coragem para uma mãe viajar sozinha com duas crianças pequenas (sendo 1 bebê). Mas o segundo vôo…já estava quase arrependida quando respirava fundo e renovava as esperanças com alguns simpatizantes que vinham me falar : you are a brave mom! Eu só respondia com um sorriso amarelo, sem saber se chorava ou ria. Nicholas tirou um cochilo 40 min antes de embarcarmos no vôo em Dallas. Fatal, né? Entrei com ele no colo dormindo (enquanto um senhor muito simpático carregava as bolsas de mão e Beatriz seguia na frente carregando nossos 3 casacos e um travesseiro (mal dava para ver ela tadinha, só se via uma montanhinha se locomovendo no corredor do avião) mas bastou eu sentar na cadeira que pluft!, acordou. Bateria recarregada, aí não teve para ninguém no voô: ele gritava, sorria para as cadeiras de trás, queria brincar solto, não deu sossego um minuto. Não tinha como amarrar ele na cadeira do avião, eu só contava as horas que faltavam para pousar em Vancouver, meu relógio nunca andou tão devagar…Quase no final os dois dormiram e eu pude ter uns 30 min de sossego naquelas 4 horas de vôo intermináveis. Mas, não dê a batalha por vencida se a guerra ainda não terminou: aterrissamos com Beatriz ainda dormindo, e ela é uma pedrinha para acordar, fora que se tiver com  muito sono e cansada (imagina, nem um pouco!) ao ser acordada é um tremendo mau humor e aquele chororô. Não deu para menos: fomos os últimos a deixar o avião e ela debaixo de várias promessas de castigo se não colocasse o casaco, o tênis e me acompanhasse até a porta de saída. Até chegarmos ao balcão de imigração foram várias desistências dela que sentava no chão e dizia que estava cansada (ela tinha que ir andando já que eu empurrava o carrinho lotado com nossas coisas e ainda carregava uma bolsa no ombro) e eu com palavras de otimismo (só mãe mesmo…) pq seria a única solução de fazê-la continuar caminhando, pois nessa hora nem que eu quisesse dava para literalmente “arrastar” ela comigo.

Dica para quem quer repetir a experiência: Não, não tentem fazer isso em casa! Não, não tentem fazer isso sozinho! rsss… Ao menos que tenham um cadeirinha que adapte na poltrona do avião e o bebê vá amarrado…Agora como fazer para carregar esta cadeira até o avião+carrinho de bebê+malas de mão e as crianças…vixe, sem falar que se tiver conexão não dá para se locomover muito bem no outro aeroporto…bom mas aí tem aquela cadeirinha que acopla rodinha e vira carrinho, mas aí é outra história…

Mas fomos recebidos com pompas e circunstâncias pelo nosso querido Saulo…era só ele com três balões de gás coloridos no desembarque do aeroporto. Todo cansaço se tranformou em sorriso e tudo virou alegria. E finalmente a família se juntou para essa nova aventura!

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