O retorno

Here i am

Trying hard
Trying hard to see what there is for me
 
Here I am…
É com esse som do Iron Maiden tocando ‘dentro da minha cabeça’ que retorno a escrever aqui no Blog.
Sejamos bem vindos de volta!!!
Depois loooongas, prolongadíííísimas férias em solo brasileiro (é, foram mais de 2 meses!!!) cá estamos nós de volta ao nosso lar doce lar, nossa casa, our canadian life!
Foram muitas emoções – dessa vez posso dizer que essa frase não é um clichè – e depois de 2 meses e exatos 9 dias em temperaturas escaldantes, aportamos no finalzinho do inverno canadense na sua casa dos 5/7 graus celsius. Nada mal- não tenho objeções a essa mudança brusca de temperatura – desde que eu saia do carro para entrar direto em algum lugar em menos de 2 minutos (máximo) rsss. Ontem, quando fui buscar a Beatriz na escola no primeiro dia do seu retorno, resolvi fazer o tipo ‘mãe assídua e dedicada’ e fiquei na porta da sala dela (outdoor, sem cobertura) debaixo de uma chuva fininha por uns quase 10 min e foi o suficiente para congelar minhas mãos, o queixo e ‘realizar’ que tá frio pra &#$%%$#@.
…..
Chegamos aqui na sexta passada e o dia estava ensolarado. Bela recepção Canada!!! É muito bom chegar num lugar, sair do avião e ver o a luz do sol. Aqui mais ainda, pois como todo mundo sabe, é mais certo ficar nublado 90% do tempo nessa época. Então chegar com um dia que se tem pôr-do-sol dando aquele colorido no visual acizentado como de costume dá uma sensação de aconchego, como um recado de boas vindas da natureza. 
Ainda no aeroporto o Saulo foi buscar no carro na loja de aluguel de carros (yes, nós vivemos aqui de carro alugado) e eu fiquei com as crianças nos esquentando com sopinhas do Tim Hortons (acho que experimentamos todas do cardápio enquanto ele não voltava, e finalizamos com os terríveis donuts). Já começamos a matar as saudades de coisas canadenses e esquentar os corpitchos para atravessar a rua até o estacionamento. Detalhe que preciso confessar: como sempre eu estava tensa com o impacto do frio na volta, pois sempre que viajamos para o Br nos recusamos a levar os casacos pesadões, gorros, luvas e afins. Você deve estar se perguntando “mas como vocês vão para o aeroporto quando vão embarcar para o Br?”. Well, well, well, geralmente saímos de madrugada com as crianças dormindo e coloco apenas roupas para proteger do frio no avião, pois entramos no carro ainda dentro da garagem e o Saulo nos deixa na porta do aeroporto, onde mal ficamos na calçada do lado de fora, logo entramos para o sagão então nem sentimos aquele frio e tal. Ele, como já não sente frio mesmo, é o que menos precisa de casaco, então deixa o carro e vem na boa para o saguão do aeroporto também. Ah, sem contar que é um saco ficar depois carrengando aqueles megas casacos, ou pior, ter que arrumar lugar na mala para despachar é missão impossível com tudo abarrotado. Mas o impacto na volta é fogo, acho que da próxima vez pelo menos gorros e luvas levo para todo mundo, pois fiz as crianças saírem de capuz com boné por cima na saída do aeroporto. A gente parecia um grupo mulambinha hahaha.
Chegando em casa era hora de ligar os aquecedores e arrumar algo para fazer por aí até a casa ficar quentinha para podermos entrar. Sempre que fica muito tempo sem ligar os aquecedores, a casa vira um gelo e demora umas horas para a gente estar nela sem casaco e etc. Até para pisar no chão só de meia é incômodo nessa hora. Meu pé congela! Fomos então no supermercado comprar pelo menos ítens para café da manhã e opções para o jantar.
Assim que entramos as crianças correram para os seus quartos. Em menos de 15 min o chão do quarto do Nicholas já era um ‘mar’ de brinquedo. Ele botou tudo abaixo, tirou tudo de dentro das caixas e bean bags, e ficou excitadíssimo em rever seus brinquedos preferidos de novo. Eu comecei a desfazer as malas… aquele processo de colocar tudo de todo mundo no lugar…um total de 6 malas grandes e 4 malas de mão.
Minha mãe e irmã sempre me perguntam nessas horas, “e aí, tava tudo direitinho, limpinho quando chegou? deu para entrar na boa?”. A casa estava exatamente do jeito que deixamos, nem limpa, nem suja, apenas do jeito que deixamos com um pouquinho a mais de poeira, mas nada demais. Nada comparado a deixar uma casa no Br trancada por quase dois meses e meio que na volta vc vai se deparar com barata, aranha, muita poeira…
Passamos o resto do fim de semama ‘chegando’. Arrumando, colocando roupas para lavar, guardando, e…eu ainda com saudades do Br. É, os primeiros dias aqui são os mais difícies para mim. Acho que a lembrança do Br e da minha família ainda estão muito próximas, e o impacto com minha realidade longe deles me faz repensar toda essa distância e ausência, e aos poucos, quando os dias vão passando, a melancolia se desfazendo e vou entrando na rotina daqui. De qualquer forma, é bom demais chegar na casa da gente,né? Ficar na casa dos nossos pais, em hotel, seja lá onde for é bom, mas nada como o seu lar. So, welcome home!
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